O Pensamento Vivo de Albert Pike

Saudações meu caro leitor.

O texto abaixo é de autoria de Albert Pike, personagem importantíssimo para o REAA [Rito Escocês Antigo e Aceito]. Infelizmente pouco conhecido em nosso país, um paradoxo já que a maioria das lojas brasileiras praticam o REAA. Não há como estudar [de verdade] ou praticar o referido Rito sem conhecer as obras Pike.

O texto é longo mas vale a pena ler, divulgue o texto com outros IIr.’. . É um ótimo material para uma ‘peça de arquitetura’.

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Boa Leitura e Seja Feliz

Eleito dos Nove – Grau 9:
Tradução livre de J. W Kreuzer Bach
Originalmente criado para recompensar a fidelidade, a obediência e a devoção, este Grau foi consagrado à bravura, à dedicação e ao patriotismo, tal como expresso nos juramentos e obrigações que você assumiu. Tudo está resumido num simples ditame: “Proteja os oprimidos dos opressores; e dedique-se à honra e aos interesses de seu Pais”.Maçonaria não é “especulativa”, nem teórica, mas experimental; não sentimental, mas prática. Ela requer renúncia e autocontrole. Ela apresenta uma face severa aos vícios dos homens e interfere em muitos de nossos objetivos e prazeres. Penetra além da região do pensamento vago; além das regiões em que moralizadores e filósofos teceram suas belas teorias e elaboraram suas esplêndidas máximas, alcançando as profundezas do coração, repreendendo-nos por nossa mesquinhez, acusando-nos de nossos preconceitos e paixões e guerreando contra nossos vícios. É uma luta contra paixões que brotam do seio dos mais puros sentimentos, um mundo onde preceitos admiráveis contrastam com práticas viciosas, de bons ditados e más ações; onde paixões abjetas não são apenas refreadas pelos costumes e pelos cerimoniais, mas se escondem por trás de um véu de bonitos sentimentos. Este solecismo tem existido por todas as épocas. O sentimentalismo católico tem muitas vezes acobertado a infidelidade e o vício; a retidão dos protestantes apregoa, freqüentemente, a espiritualidade e a fé, mas negligencia a verdade simples, a candura e a generosidade; e a sofisticação do racionalismo ultra-liberal em muitas ocasiões conduz ao céu em seus sonhos, mas chafurda na lama de suas ações.Por mais que exista um mundo de sentimentos maçônicos, ainda assim ele pode ser um mundo onde ela está ausente. Ainda que exista um sentimento vago de caridade maçônica, generosidade e desprendimento, falta a prática ativa da virtude, da bondade, do altruísmo e da liberalidade. A Maçonaria assemelha-se aí às luzes frias, embora brilhantes, nos céus setentrionais. Há clarões ocasionais de sentimentos generosos e viris, um esplendor fugaz de pensamentos nobres e elevados, que iluminam a imaginação de alguns. Mas não há o calor vital em seus corações. Ele permanece frio e estéril como as latitudes geladas do Ártico. Eles nada fazem, não ganham vitória alguma sobre si mesmos. Não fazem progresso algum; permanecem imóveis no canto nordeste da Loja, do mesmo modo que primeiro ficaram como Aprendizes. Não cultivam Maçonaria com zelo, determinação e regularidade como fazem em suas profissões e para com outros interesses profanos. Sua Maçonaria se dilui em sentimentos vagos e estéreis, desgraçadamente faltos de resultados práticos; perde-se em palavras ocas e clichês vazios.
Boa parte dos homens tem sentimentos, mas não princípios. Os primeiros são sensações temporárias, enquanto os últimos são como virtudes permanentemente impressas na alma para o seu controle. Os sentimentos são vagos e involuntários; não ascendem ao nível da virtude. Todos os têm. Eles brotam espontaneamente em cada coração. Mas os princípios são regras de conduta que moldam e controlam nossas ações. Pois é justamente neles que a Maçonaria insiste. Nós aprovamos o que é certo, mas fazemos o que é errado; esta é a velha história das deficiências humanas. Ninguém encoraja ou aplaude injustiça, fraude, opressão, ambição, vingança, inveja ou calúnia; ainda assim, quantos daqueles que condenam essas coisas são culpados delas, eles mesmos. Não raro, aquele que se indigna com histórias de injustiça, opressão e calúnia, ou que compadece dos injuriados, mesmo assim é capaz de proceder de forma injusta, opressora, invejosa, negligente ou caluniosa. Com que veemência usualmente o falto de recursos se indigna com a falta de espírito público dos outros!Um grande Pregador disse bem:
“Homem, quem quer que sejas, se julgas, para ti não há desculpa, porque te condenas a ti mesmo, uma vez que fazes exatamente as mesmas coisas.”
É surpreendente ver como os homens falam das virtudes e da honra e não pautam suas vidas nem por uma nem por outra. Como é curioso ver com que facilidade os maus citam as Escrituras. Eles parecem confortar suas consciências podres usando belas palavras, enquanto eufemizam suas más ações com textos sagrados, destorcidos para servir a seus propósitos. Freqüentemente, quanto mais um homem fala de Caridade e Tolerância, menos ele tem delas; quanto mais fala das Virtudes, menos as possui.. A boca exprime o que o coração deveria ter em abundância, mas quase sempre é o reverso do que o homem pratica. O desregrado e o lúbrico se expressam, em parte até com sinceridade, contra os vícios e os pecados.
[…]Na Loja, a Virtude e o Vício são assuntos apenas de sentimento e reflexão. Ali há poucas oportunidades para a prática de qualquer deles; lá, os Maçons aceitam os argumentos com facilidade e prontidão até porque nada acontece a partir daí. É fácil, sem riscos, sentir algo a respeito. Mas amanhã, ao respirar a atmosfera mundana de ganhos e competição, quando as emoções são aguçadas pelas chances de prazeres proibidos, todos aqueles belos sentimentos sobre virtudes, toda sua repulsa generosa do vício e do egoísmo se dissolvem como as nuvens do amanhecer. Por algum tempo, suas emoções e sentimentos são sinceros e reais. Os homens podem realmente, de um certo modo, interessar-se pela Maçonaria, mesmo que muito deficientes em virtudes. Não que seja sempre hipocrisia. Os homens rezam com fervor sincero e, ainda assim, constantemente cometem atos tão vis, tão egoístas e tão desonestos que nada devem àqueles julgados em nossos tribunais. Um homem pode ser bom em geral e muito mau em particular: bom na Loja e ruim no mundo profano; bom em público e mau para com a família; bom em casa e mau num lugar estranho. Muitos desejam sinceramente ser bons Maçons. Assim dizem e são sinceros. Mas se é preciso que resistam a certos estímulos, que sacrifiquem certos caprichos, que controlem seu apetite numa festa, ou que mantenham seu controle numa disputa, aí você verá que eles não desejam ser bons Maçons naqueles casos particulares. Ou, se desejam, não conseguem resistir a seus piores impulsos. Os deveres da vida estão acima dela própria. A lei impõe a cada cidadão o serviço a seu país acima mesmo de sua segurança pessoal. Como disse um grande escritor, se a um marujo foi dada a missão de levar suprimentos a uma cidade em dificuldades, então ele não pode lançá-los ao mar por medo de uma tempestade. Porque aqui deve prevalecer o que disse o Romano, quando tentaram impedi-lo de embarcar por causa do tempo ameaçador: “Necesse est ut eam, non ut vivam” – é preciso que eu vá, não que eu viva !Como é ingrato aquele que morre medíocre, sem nada fazer que o glorifique para os Céus! Sua vida é como árvore estéril, que vive, cresce, exaure o solo e ainda assim não deixa uma semente, nenhum bom trabalho que possa gerar outro depois dele! Nem todos podem deixar alguma coisa para a posteridade da mesma forma. Mas todos podem deixar alguma coisa, de acordo com suas possibilidades e condições. Aquele que nada deixa é como o grão podre ou esturricado, do qual sequer uma única espiga há de brotar. Quem pretender alçar-se aos Céus sozinho, dificilmente encontrará o caminho. A operosidade jamais é infrutífera. Se não trouxer alegria com o lucro, ao menos, por mantê-lo ocupado, evitará outros males. Há um anjo bom velando pela Diligência. Ele sempre carrega um laurel nas mãos para coroá-Ia. Como é indigno aquele que nunca fez nada, apenas viveu e morreu! Se temos liberdade para fazer qualquer coisa, devemos encará-Ia como uma dádiva dos Céus; se temos a predisposição de usar bem essa liberdade, então é uma dádiva da Divindade.Maçonaria é ação, não inércia. Ela exige de seus iniciados que trabalhem, ativa e zelosamente, para o benefício de seus Irmãos, de seu país e da Humanidade. É a defensora dos oprimidos, do mesmo modo que consola e conforta os infelizes. Frente a ela, é muito mais honroso ser o instrumento do progresso e da reforma do que deliciar-se nos títulos pomposos e nos altos cargos que ela confere. A Maçonaria advoga pelo homem comum no que envolve os melhores interesses da humanidade. Ela odeia o poder insolente e a usurpação desavergonhada. Apieda-se do pobre, dos que sofrem, dos aflitos; e trabalha para elevar o ignorante, os que caíram e os desafortunados. A fidelidade à sua missão será medida pela extensão de seus esforços e pelos meios que empregar para melhorar as condições dos povos. Entre eles, o principal e bem ao alcance, é ajudar na educação das crianças dos pobres. Um povo inteligente, informado de seus direitos, logo saberá do poder que tem e não será oprimido. Porém, sem uma população firme e virtuosa, os enfeites que ornam o topo da pirâmide não serão mais do que uma pobre compensação pela falta de solidez da base. Uma nação nunca estará segura se descansar no colo da ignorância. E se algum dia houve um tempo em que a tranqüilidade pública foi assegurada pela ausência de conhecimento, esse tempo já morreu. A estupidez irrefletida não pode dormir sem apavorar-se pelos fantasmas e abalada por terrores. Melhorar a massa do povo é a grande garantia da liberdade popular. Se isso for negligenciado, todo o refinamento, a cortesia e o conhecimento acumulado nas classes superiores perecerão mais dia menos dia, tal como capim seco no fogo da fúria popular. Não é a missão da Maçonaria engajar-se em tramas e conspirações contra o governo civil. Ela não faz propaganda fanática de qualquer credo ou teoria; nem se proclama inimiga de reis. Ela é o apóstolo da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, mas é mais promotora do republicanismo do que da monarquia constitucional. Não faz pactos com seitas de teóricos, utopistas ou filósofos. Não reconhece como seus iniciados aqueles que afrontam a ordem civil e a autoridade legal, nem aqueles que se propõem a negar aos moribundos o consolo da religião. Ela se coloca à parte de todas as seitas e credos, em sua dignidade calma e simples, sempre a mesma sob qualquer governo.
[…] A Maçonaria não apóia a anarquia nem a licenciosidade. Nem nenhuma ilusão de glória ou emulação do passado a inflama com a sede desesperada pelos ideais utópicos. Ela ensina que a retidão na vida e a sobriedade nos hábitos são as únicas garantias para a permanência da liberdade política, ativista pela santidade das leis e dos direitos da consciência.
A Maçonaria reconhece como verdade que a necessidade, assim como o direito abstrato e a justiça ideal, deve ter sua participação na elaboração das leis, na administração dos afazeres públicos e na regulamentação das relações da sociedade. Sabe o quanto a necessidade tem prioridade nas lidas humanas. Ela entende que, onde quer que os homens se tenham degradado, incapazes de autocontrole, tão baixos na escala humana que a eles não se tenha como confiar as altas obrigações da cidadania, a grande lei da necessidade, para a paz e a segurança daquela comunidade, requer que eles fiquem sob a responsabilidade daqueles de maior intelecto e sabedoria. Acredita e confia que Deus, em Seu tempo, cumpra seus grandes e sábios propósitos; e se predispõe a esperar onde não puder divisar seu caminho para um bem específico.
A Maçonaria espera e anseia pelo dia em que todos os povos, mesmo os mais retrógrados, se elevem e se qualifiquem para a liberdade política, quando, como com todos os males que afligem a terra, a pobreza, a servidão e a dependência abjeta não mais existirão. Mas não prega a revolução contra os que são partidários de reis, nem rebelião destinada ao fracasso e ao desastre, nem substituir um tirano por outro, nem uma déspota por uma multidão deles.Onde quer que um povo se capacite à liberdade e a governar-se a si próprio, aí residem as simpatias da Maçonaria. Ela detesta o tirano, o opressor sem lei, o usurpador militar e aquele que abusa do poder da lei. Ela detesta,a crueldade e o desrespeito aos direitos da humanidade; do mesmo modo que abomina o empregador desumano, exerce sua influência para aliviar os sofrimentos que a pobreza e a dependência impõem ao trabalhador e para promover os sentimentos de humanidade e bondade que o homem deve mesmo ao mais humilde e desafortunado de seus semelhantes.A Maçonaria jamais será instrumento de tolerância para com a maldade, de enfraquecimento moral ou de depravação e brutalização do espírito humano. O medo da punição jamais fará do Maçom um cúmplice para corromper seus compatriotas nem um instrumento de depravação e barbarismo. Onde quer que seja, como já aconteceu, se um tirano mandar prender um crítico mordaz para que seja julgado e punido, caso um Maçom faça parte do júri, cabe a ele defendê-lo, ainda que à vista do cadafalso e das baionetas do tirano.Ainda que todas as leis e liberdades fossem pisadas sob jacobinos demagogos ou bandidos com poder militar e grandes crimes fossem prepotentemente perpetrados contra aqueles que deveriam ser objeto de veneração pública; ainda que o povaréu, desrespeitando as leis, urrasse ao redor dos tribunais, demandando o sangue de quem a ele se tornasse odioso por palavras ou atos corajosos porém impopulares, o jurado Maçom, sem se deixar intimidar pela tirania de uma ou de muitas cabeças, deverá, consultando apenas os ditames do dever, colocar-se nobre e firmemente entre as feras humanas e sua presa.O Maçom prefere passar sua vida oculto no recesso da penumbra, alimentando o espírito com visões de boas e nobres ações do que ser colocado no mais resplandescente dos tronos e ser impedido de realizar o que deve. Se ele tiver dado o menor impulso que seja a qualquer intento nobre, se ele tiver acalmado ânimos e consciências, aliviado o jugo da pobreza e da dependência ou socorrido homens dignos do grilhão da opressão; se ele tiver ajudado seus compatriotas a obter paz, a mais preciosa das possessões; se ele cooperou para reconciliar partes conflitantes e para ensinar aos cidadãos a buscar a proteção das leis de seu país; se ele fez sua parte, junto aos melhores e pautou-se pelas mais nobres ações, ele pode descansar, porque não viveu em vão.
A Maçonaria ensina que todo poder é delegado para o bem e não para o mal do Povo, e que, quando pervertido de seus propósitos originais, o tratado está rompido e o direito deve ser reencontrado. A resistência ao poder usurpado não é meramente um dever que o homem deve a si próprio e a seu vizinho, mas uma obrigação que ele deve a seu Deus para restabelecer e manter a posição que Ele lhe confiou na criação. Este princípio nem a rudeza da ignorância pode sufocar, nem os atavios do refinamento podem extinguir. Por ele, torna-se vil o homem que se sujeita ao invés de agir. E, do mesmo modo, por ele o homem se preserva dentro dos desígnios da Providência, desprezando as pretensões arrogantes dos tiranos e fazendo valer a qualidade independente da raça de que faz parte.
O Maçom sábio e bem informado dedicar-se-á à Liberdade e à Justiça. Estará sempre pronto a lutar em sua defesa, onde quer que elas existam. Não será nunca indiferente a elas quando a Liberdade, a sua ou a de outro homem de mérito, estiver ameaçada. Mas sua dedicação será à causa do homem, não apenas do país. Onde quer que haja um povo que entenda o valor da justiça política e que esteja preparado para afirmá-Ia, esse é seu país, Onde quer que ele possa contribuir para a difusão desses princípios e para a verdadeira felicidade da humanidade, esse é seu país. Porque ele não deseja para qualquer país nenhum outro benefício que não a justiça.O verdadeiro Maçom identifica a honra de seu país com a sua própria. Nada conduz mais à glória e à beleza de um país do que ter a justiça administrada a todos de igual modo, a ninguém negada, vendida ou preterida. Igualmente, também que o bem estar dos pobres mereça cuidados, que ninguém seja aviltado pela fome, pela falta de moradia ou de emprego; que a criança e a pobre mulher não sejam obrigadas ao trabalho desumano nem lhes seja negado alimento. E, enfim, que as leis de Deus de amor, misericórdia e compaixão sejam estabelecidas universalmente, não pelos estatutos frios, mas pela vontade da opinião pública.
Aquele que persiste, quase sempre enfrentando a crítica, a oposição e, principalmente, a apatia e a indiferença, para que as Leis Divinas se apliquem a todos, esse não é menos patriota do que aquele que luta de peito aberto nas fileiras dos soldados de sua pátria. A Perseverança e a Coragem não resplandecem apenas nos campos de batalha, mas também naqueles que mostram sua energia em cada dificuldade e contra cada agressor. Aquele que luta contra a crueldade, a opressão e os abusos, luta também pela honra de seu país, que essas coisas maculam. E a honra de um país é tão importante quanto a sua existência. Muitas vezes, a luta contra os abusos que desgraçam um país traz mais perigos e desencoraja muito mais do que enfrentar inimigos no campo de batalha e merece igual ou maior reconhecimento.
Os gregos e romanos que nos causam admiração quase nunca precisaram de outra virtude, para extirpar tiranos, do que o amor pela liberdade. Foi esse amor que os levou a tomar a espada e deu-lhes a força para usá-la.
[…]O que que investe contra os abusos, tendo as leis como muralhas a defendê-los; ou o que denuncia atos de crueldade e de ofensas à humanidade, a quem o ofensor toma como inimigo pessoal e a quem muitos em redor tomam por suspeito, por perturbador da ordem estabelecida, sem levar em conta que ele combate apenas os abusos e não as leis; esse não deve esperar recompensa nem que o laurel do reconhecimento venha adornar sua fronte. E se, ao lutar contra opiniões arraigadas, superstições, oposição e temores a quem os homens temem mais do que o mais terrível dos exércitos, o Maçom emerge vitorioso ou, caso contrário, é vencido pela corrente poderosa de preconceitos, paixões e interesses, em ambos os casos sua grandeza de espírito merece mais do que a mediocridade da fama.Já viveu muito aquele que sobreviveu à ruína de seu país; e aquele que vive contente depois de um evento como esse que não mereceu ter vivido. Como não merece viver aquele que olha com complacência os abusos que desgraçam, as crueldades que desonram e as cenas de miséria que brutalizam e desfiguram seu país. Ou que aceita seu país ter-se transformado em sinônimo odioso de mesquinhez e iniqüidade, desprezado pelo concerto das nações, sem que ele nada tenha feito para prevenir ou corrigir.
Não é comum que um país vá à guerra, nem todos podem ter o privilégio de sacrificar-se por ele. Por isso, é nos labores patrióticos da paz, para impedir o mal ou repará-lo, que todos os Maçons devem unir-se, cada um dando seu quinhão para repartir a glória dos resultados. Os nomes cardeais na história do homem são poucos e podem ser contados facilmente. Mas milhares, milhões mesmo, passam seus dias na preparação dessas mudanças, reunindo e preparando os materiais aos quais a Divina Inspiração dará luz e brilho para efetuáIas. Sem conta são os pioneiros, os artesãos e engenheiros que auxiliam a marcha do intelecto. Muitos vão à frente, abrindo caminhos para as carruagens e derrubando obstáculos que obstruem sua passagem. Esses têm sua recompensa, porque se trabalharem fiel e diligentemente, gozarão o contentamento que premia os trabalhos mais pesados.
[…] Porque, quando a vitória for finalmente alcançada, eles participarão da glória, como o mais humilde dos guerreiros de Maratona foram partícipes da glória da Grécia, para orgulho dos seus pares, dos seus familiares e de seus amigos. E se ele caiu em batalha, se seu lugar à mesa ficou vago, esse lugar tornou-se sagrado, do mesmo modo que dele se falará nas longas noites de inverno. E sua família será tida por afortunada, porque tem um herói que deu sua vida na defesa de seu país.Lembre-se de que a vida não é medida por suas horas e dias, mas pelo que fizemos em prol de nossa terra e nossos semelhantes. Uma vida inútil é curta, mesmo que dure cem anos; mas a de Alexandre foi tão longa quanto a de um carvalho, ainda que ele tenha morrido aos trinta e cinco anos. Podemos fazer muito em cinco anos e nada em toda uma vida. Se apenas comemos, bebemos, dormimos e deixamos tudo seguir do jeito que der, ou se vivemos apenas para amealhar riquezas, ganhar posições ou ostentar títulos, é como se nem tivéssemos vivido; não temos o mínimo direito à imortalidade.Não se esqueça, então, daquilo a que você se devotou neste Grau: defenda o fraco contra o truculento, o destituído contra o poderoso, o oprimido contra o agressor! Mantenha-se vigilante quanto aos interesses e à honra de seu país! E possa o Grande Arquiteto do Universo dar-lhe a força e a sabedoria para mantê-lo firme em seus altos propósitos!

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